[#46] A tal da “sorte”
Sua atitude precede tudo o que lhe acontece na vida.
“A realidade é que pessoas com boas atitudes têm mais sorte do que pessoas com atitudes ruins.”1
Essa frase tem martelado em minha mente e me feito lembrar de um dos meus filmes preferidos: Brooklyn. Neste filme, a protagonista, Ellis Lacey, não vê futuro em sua terra natal. Tudo o que ela consegue por lá é um trabalho no mercadinho do bairro e uma chefe ranzinza.
Seu futuro parece ser continuar morando com a mãe e receber ajuda financeira da irmã, que tem o emprego que Ellis sempre sonhou. Então, após ouvir sua irmã dizer “I can’t buy you a future” (em inglês para soar mais dramático), ela decide ir para outro país em busca de uma vida nova.
Ela chega aos Estados Unidos, trabalha, estuda, faz trabalho voluntário, conhece um homem e se apaixona por ele. Apesar da saudade de casa e das dificuldades, ela consegue ter uma boa vida, além da perspectiva de formar uma família e construir uma casa com seu namorado. Até que chega a notícia de que sua irmã faleceu subitamente, e sua mãe agora está sozinha, o que faz Ellis voltar para sua terra natal.
Chegando lá, para sua surpresa, toda a vida que um dia ela sonhou para si começa a lhe ser quase dada de bandeja: o emprego dos sonhos, um “bom partido”, o interesse de pessoas que antes ela não tinha acesso, a reputação de alguém que viveu “experiências novas e empolgantes no exterior”.
Apesar de a propaganda do filme ressaltar um lado mais romântico, ao estilo “dois amores, um coração dividido”, o que me chama a atenção é que se Ellis não tivesse tomado uma grande atitude, sua vida continuaria empacada. E talvez, futuramente, só lhe restaria compartilhar dos comentários infelizes das velhas senhoras rabugentas do bairro.
A meu ver, o ponto central da história é: sua atitude precede tudo o que lhe acontece na vida. As boas e grandes atitudes trazem a tal da “sorte”. E elas não são apenas aquelas drásticas, como ir morar em outro país; mas também aquelas mais sutis, que fazem uma diferença tremenda em nosso interior.
Isso pelo simples fato de que as grandes atitudes nos compram a admiração das pessoas. E não há nada mais valioso que isso.
Esse é mais um texto do desafio de escrita da Gabi Pazos, de 2023.
Hoje, depois de me dedicar por mais de um ano a conquistar pessoas e formar uma rede de networking — não gosto muito dessa palavra, mas você entendeu o que quis dizer —, vejo a importância dessas grandes e boas atitudes. E é conquistar mesmo: contribuir, acompanhar, gastar tempo, comemorar as conquistas.
“De repente”, me vi cercada de boas pessoas e ótimos profissionais que atuam na mesma área que eu. Engraçado que todos mais ou menos somos guiados por interesses e valores semelhantes. Isso é muito bom! Vale tanto! Estou onde desejava estar.
Obs.: aquele famoso “de repente” que levou 1 ano para acontecer.
Frase do livro Venda ou seja vendido, do Grant Cardone.



“A vida é pra quem sabe viver”, já diria um tal ‘poeta’ contemporâneo.
Ótimo texto. Obrigado por compartilhar